Chega do silêncio dos excelentes
Por que o profissional mais preparado do mercado cobra menos que o novato que fez uma dancinha — e o que separa quem reivindica o próprio valor de quem espera ser descoberto.
Tem gente que estudou a vida inteira pra ficar boa no que faz. Se aprofundou onde os outros passaram raspando. Entregou resultado de verdade pra quem confiou.
E mesmo assim cobra 150 enquanto o novato do lado cobra 800.
Você conhece essa pessoa. Talvez seja você.
O melhor do mercado com a agenda vazia, olhando o pior lotar a dele. Veterano, com diploma na parede, perdendo cliente pro recém-formado que fez uma dancinha, virou autoridade no digital e hoje vende sem ter que explicar nada.
O dia em que a ficha caiu
Eu vivi isso na pele. Por muito tempo não tive um resultado de acordo com a transformação que gerava nos meus clientes.
E por mais tempo ainda, passei noites jogando a culpa num cara que tinha boa lábia, prometia o céu, não entregava nada e vendia muito mais que eu.
Até que um dia caiu uma ficha que doeu mais que perder clientes pra ele: o problema nunca foi ele.
Era eu.
Ele teve coragem de reivindicar um valor que nem era dele. E eu não tive coragem de reivindicar o que era meu.
Existe um jogo, e ninguém te contou as regras
Vivemos na era do jogo do grito. Ganha quem promete mais alto, não quem entrega melhor. Uma boa lábia vale mais que anos de preparo, e tem cliente por aí sendo enganado todo santo dia.
Mas ainda tem um inimigo pior que o jogo do grito, e ele mora dentro de você.
É a voz que sussurra que você não merece mais. Que quem é bom não precisa gritar. Que sendo bom os clientes vão aparecer. Que se contentar é humildade.
Isso não é humildade. É o seu medo se escondendo por trás de uma virtude.
O que eu não estou propondo
Eu não quero que você vire mentiroso. O mundo já tem gente demais gritando promessa que não cumpre.
Eu quero o contrário: um mundo que premie o melhor, não o que grita mais alto. Onde o cliente para de ser enganado e pode comparar qualidade. Onde quem decide é a entrega, não a mentira mais bem contada.
Os melhores não deveriam ter que gritar. Mas também não podem mais ficar calados.
A decisão que isso cobra
Chega do silêncio dos excelentes. Só que isso cobra uma decisão. Uma só:
Somar a sua competência com a coragem.
Porque competência sozinha nunca foi suficiente, e nunca vai ser. O medíocre te passou pra trás porque teve coragem, e você ficou pra trás porque teve vergonha.
A partir de hoje, você para de olhar pra prateleira de baixo. Você escolhe o prato pelo lado esquerdo do cardápio — o lado do que você quer, não o lado do preço, não o lado do medo. Você reivindica o poder de escolher o que vende, pra quem vende, quando vende. E se vai vender.
O melhor merece ganhar mais que o pior. E a partir de hoje, o melhor é você.
O credo
Repete, e acredita em cada linha:
- Eu sou bom no que faço, e o que eu entrego vale.
- Eu tenho coragem de cobrar o que meu trabalho merece.
- Eu paro de me comparar com quem entrega menos que eu.
- Eu rompo a corrente que me ensinou a aceitar pouco.
- Eu escolho pelo lado esquerdo do cardápio.
Os bons não se escondem mais. Não pedem desculpa por cobrar bem. Entregam mais, e recebem à altura.